NAMORANDO

Já estou namorando

é bem gostoso assim viver

me abraçando e me beijando

sou o mais amado ser.

Namorar é muito bom

nem vejo o tempo passar

nem ouço qualquer som

somente do coração a embalar.

Namorando falo da lua

falo do sol, das estrelas

e da beleza sua.

Namoro com muito amor

é ótima oportunidade da vida

que nos cerca de esplendor.

 

Autor: Antonio Cícero da Silva(Águia)

 

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Comentário à disfuncionalidade medieval

À clerofobia tardia, receoso de minha memória, dou as preces que devem ser proclamadas. Conjuro, entretanto, em vista de ideais absurdos, que vossa sensatez se manifeste mesmo por meios dolorosos e temidos. Não considerai confortos desarrazoados, nem dormidas como meios de devaneio extraordinário; assim fosse ou seja, talvez, representaríeis exem…plos safados e covardes de homens em idade razoável, quando, por certo, notícias calamitosas, aumentadas rejuvenesceriam mais ainda as concepções dos clérigos conservadores de Assalto. Denominados seríeis um por um, sem choro, sem vela, e repentinamente cairíeis em antro profundo, dos mais profundos de lá.

Anuo respeito, anuo sinceridade, mas não tolero escárnios e gracejos, pelos quais indivíduos desprezíveis humilham tímidos discrepantes, flagrantemente insinuam exorcismos, como ironias grosseiras, desde os tempos primeiros. Melhor, pelo menos, que sejam patentes ações grosseiras, para escancarar a realidade social, de demônios angelicais e anjos demoníacos, com seus apetrechos que reproduzem as inversões notórias de conhecimento dos patronos da vida.

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A VELHA MALA

Soneto muito especial dedicado
A todos poetas que se dignam
Ler os meus poemas
Que muito agradeço…
Inserido no meu livro MINHA TERRA, MINHA MUSA
As recordações da infância
são as que nos aprisionam no tempo
tem gosto gostoso
e faz da saudade uma amiga.
Existe cá em casa, uma velhinha mala
Que contém – dizem – roupas de vários enxovais
De minha avó, bisavó… sei lá de quem mais!
Caixinha de surpresas que aos olhos regala.

Ao revolver a mala, entre roupas ancestrais
Achei um bibe, vejam bem, um bibe que fala
Da meninice e outras coisas, naquela sala
Que parece museu, com lembranças imortais!….

É sempre assim, ao mexer naquela caixa
Sinto que o coração com saudades, se baixa,
Que lembrar o tempo que tudo me proíbe….

Quando admirei aquelas roupinhas, garanto…
Quem visse o Nelson, chorava em grande pranto,
Porque jamais viria a usar aquele lindo bibe!

Nelson Fontes Carvalho

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Comentário à caverna

Ao idealizar o plano do conhecimento verdadeiro, Platão corrobora a visão predominante na filosofia grega, que privilegia uma ideia dualista( padrões metafísicos) e insurge contra qualquer concepção integralmente naturalista de conhecimento. A realidade, na alegoria da caverna, é representada como uma dimensão de abertura e exposição para o sol, a contundente fonte de luz e de energia; provém, misteriosamente, do “seio divino” e contempla todos que tenham passado pela experiência de libertação.

Conquanto haja obnubilação na transição das trevas para a luz, revela-se o gradativo convencimento de quem está na iminência da plena exposição( representação alegórica de um forcejo, que, em verdade, é necessário e natural). Concomitantemente, a dúvida no tocante à superioridade da caverna em relação ao ambiente real atinge o ápice do monólogo e precisa, através das experiências de adequação, desaparecer completamente, até serem dispostas as trincheiras e os arrimos produtores de elocução fantástica.

A escuridão se traveste acesa e fulgente, num processo de embelezamento do cárcere. Sempre deixa espaços vazios, onde trápolas são postas e depostas segundo a aritmética do saber, viabilizando à política o encontro derradeiro com a verídica filosofia. A acrópole, enfim, alteia-se, mas nunca se distancia do submundo.

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NOSSA SENHORA DE FÁTIMA
(13 de Maio de 2013)
( Milagre )

SENHORA DE FÁTIMA! Um milagre eu te peço
Orienta teu rebanho pelo fecundo monte,
Dinheiro! Poder! SENHORA, não sei se te conte,
Só um milagre pode livrar de tanto possesso!

Vê-se em púbico avidez, rancor a fazer ponte,
Vinga a luxúria que a tudo mais tem acesso
Acirram-se guerras como seja mero processo,
Oh! SENHORA eu te rogo, faz a isto já, fronte!

Como a visão em Mil Novecentos e Dezassete,
Que o povo submisso sagrou como lhe compete
A Orbe precisa outra vez de PAZ e ALEGRIA!…

Envia-nos uma mensagem pelos teus caminhos,
Faz de nós, como fizeste aos TRÊS PASTORINHOS,
P’ra que o mundo t’agradeça na COVA DE IRIA!

SENHORA, TU que és feita de BEM e CANDURA,
Ensina teu mundo a pastar na devida seara,
Aqui a erva daninha cresce, eiva, não pára
D’estragar TEU CAMPO com tanta erva impura!

Dinheiro! Poder, são os reis da posição clara
De tomar o mundo por todos meios com loucura
União! Amor, são já miragens, até d’aventura
Ninguém confia em ninguém, a AMIZADE é rara!

SENHORA! Pelo que vejo, acode já ao teu mundo,
Onde o homem bom que criaste, tornou-se imundo
A amotinar guerras onde só o poder tem nome…

SENHORA! Só um milagre pode salvar a terra,
Os homens só pensam arrasar tudo com guerra
Já se vêem crianças por aí a morrer de fome!

Nelson Fontes Carvalho
==DOIS AMORES==
AMORA/ Belverde

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RETRATO DE MINHA MÃE

RETRATO DE MINHA MÃE.
Dia da Mãe 5 == 5 ==2013
Nenhuma língua é capaz de expressar a força,
a beleza e a força de uma mãe.

Mãe – este é o banco onde depositamos
todos nossos ferimentos e preocupações!

À mesa-de-cabeceira tenho um retrato,
Retrato lindo, que juro, igual, ninguém tem,
Quando me deito, sorri-me com tanto bem,
Que o dormir é aquilo que se chama, pacato!

D’aquela imagem, dimana meigo alfacto
Que me inunda como nos tempos d’além…
–“Dorme meu filho” – – É a voz de minha santa mãe,
Que todos os dias ouço com todo tacto!…

Quantas vezes não durmo, por qualquer coisa,
Olho pró lado, meu olhar com prazer poisa,
Na sua figura que acalma meu pesadelo!…

Assim, há todas as noites a saudação terna,
Como em menino tinha, tua bênção materna,
Perante teu retrato, MÃE, há o mesmo desvelo!…
(2)
Este retrato é a relíquia que mais estimo,
Dentro de meu quarto que considero paraíso,
Destaca-se pelo porte de minha mãe o sorriso,
Quando a miro, sinto firme todo meu arrimo…

Meus lábios murmuram um dulcíssimo mimo…
–“MÃE! MÃEZINHA, ajuda-me, ‘inda de ti preciso,
A vida não me corre bem, hoje tive prejuízo,
Diz-me que hei-de fazer, pra me ver de cimo!…

Este é o meu grito frequente perante sua imagem.
Que mística parece, que me vibra coragem,
Porque sou, e , serei sempre teu filho AMIGO!…

Que tem presente teus influentes conselhos,
Que tantas vezes, dorido co’os olhos vermelhos,
Te dizem:” MÃE! MÃE! Como outrora estou contigo!
Nelson Fontes Carvalho
AMORA / Belverde
PORTUGAL

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Mensagem de Boa Tarde

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Bom domingo!

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Para refletir…

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ARRISCO, PEDIR PAPA FRANCISCO…

ARRISCO PEDIR, PAPA FRANCISCO…

A pobreza tenha algum petisco…
A guerra, não seja corisco…
A paz seja enfim real obelisco…

Papa FRANCISCO, hoje co’o poder divino,
Tão popular, nova era surge no Vaticano,
Pelo que se lê, prá pobreza serás humano,
Serás junto do povo um astro argentino!

Foram Perón! Evita o centro mundano,
Hoje TU és Papa, que aja outro figurino
Vais ter um papado sob um conceito fino,
O povo já t’adora, confia no teu plano…

…Que é, junto dos pobres um mecenas,
Pra ajudar, defender algumas das penas
Que pelo mundo fora a fome é inda risco…

…Que é preciso debelar a todo custo de vez,
Assim como acalmar os povos em guerra que vês,
Ser curial, eis o que pedimos Papa Francisco!

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Vida e morte vivas

A fronte delicada, as mãos pálidas, o olhar distraído, o desejo distante, a pressa cabível, a cabida eterna, o café fumegante, o passo alojado, o movimento inseguro, a segurança pensante, o silêncio ledo, a paz querida, a modorra insalubre, o amor salvante, o espírito agérato, a dúvida existencial, a existência duvidosa, as pretensões despretensiosas, o argumento inquebrantável, o convencionalismo estertorante, a prática professoral, o destino delinquente, o relevo sincero, a cavidade aberta, a imersão cautelosa, o chamado oculto, a borracha flexível, a espera complacente, a vírgula obstinada, a poesia baixa, o ponto descentralizador, vida e morte vivas.

A mente depurada, ou a mente depuradora, construiu paisagens irritáveis; antre ligações neurastênicas abateu-se. Segundo o coval reticente, revelaria os segredos da morte à vida.

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Raridade poética

Raridade poética

VELHO, VELHISSIMO, SONETO ANÓNIMO.
(Texto copiado na integra, d’uma revista de 1909)

É pouco conhecido pelos poetas portugueses e brasileiro,
Talvez se consiga conhecer o autor. Quem sabe???

Leiam por favor, tem meu merecimento. Estilo e escrito
antigo com se lê e deve considerar…

Onde vos ides, minhas saudades?
Ou porque deixaes de vós ausente?
Sempre minhas sereis eternamente,
Por mais que me deixeis, ou que vos vades.

Se crueldade buscaes, por crueldades,
Onde achareis como eu quem vos sustente?
Se piedade buscaes, quem vos não sente,
Como vos quererá para piedades?

Mas que é isto, saudades, que tivestes?
Com tanta pressa, para mim tornastes?
Ou é que no caminho vos perdestes?

Porém, já de mim vos apartastes,
Tornae-vos outra vez d’onde viestes,
Porque outras tenho já que me deixastes!

Nota da revista:
Este soneto foi publicado n’uma obra impressa em 1720, não se sabendo já, então, quem fosse o autor.
Pergunto eu: há algum poeta, historiador brasileiro
Que possa descobrir qual foi o autor?

nelson7974@gmail.com

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ENLACE CONJUGAL

ENLACE CONJUGAL.

As correntes do casamento são tão pesadas que são necessárias duas pessoas
Para carregá-las, e às vezes três.
Alexandre Dumas Filho

Casamento é como enfiar a mão num saco de serpentes
Na esperança de apanhar uma enguia.
Leonardo da Vinci

Não importa com quem você se case,
Sempre acorda casado com outra pessoa.
Marlon Brando

AMIGOS:
Casamento é enlace por vezes suspeito,
Que no fim todos dizem mal, é, bem popular
Porém, todos querem saber por quê, esse azar
Pra dizer com seus botões, nunca devia ter feito…!

Todos anseiam chegar juntinhos ao altar,
Ouvem o padre-cura a sagrar o SIM eleito,
Mas é sem se conhecerem bem a preceito,
Eis um problema que vai a ambos condenar!

Enlace conjugal é, talvez, aventura,
Que requer um pensamento com postura,
Senão, em pouco—Não se conhecem—malogra…!

Há outro, ponto curial, certo neste laço
Pra que não se apoquentar co’o fracasso…
Casamento, apartamento, fora co’a sogra!

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A GAROTA DAS VIOLETAS

(No velho Chiado!)

Quando passo ali, no Chiado, meu pensamento,
Recorda sempre aquela moça de tranças pretas,
Na Rua Garrett, vendia raminhos de violetas,
Azougada, atrevida com ágil atrevimento!

Lutava pela vida, quando recebia gorjetas,
Seus lindos olhos brilhavam de contentamento,
Dava gosto ouvir seu pregão, cheio de sentimento:–
–“ Senhor! Senhor um raminho, prás suas vedetas”…

Figura típica aquela gaiata, tão ladina,
Dava gosto vê-la correr prós carros à esquina,
–“ Madame! violetas pró seu lindo toucado?”…

Hoje lembro esses ruidosos pregões românticos,
Mas tudo acabou, miúda, violetas e seus cânticos,
Só perduram por nos amantes do velho Chiado!

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A GAROTA AS VIOLETAS

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A GAROTA DAS VIOLETAS

(No velho Chiado!)

Quando passo ali, no Chiado, meu pensamento,
Recorda sempre aquela moça de tranças pretas,
Na Rua Garrett, vendia raminhos de violetas,
Azougada, atrevida com ágil atrevimento!

Lutava pela vida, quando recebia gorjetas,
Seus lindos olhos brilhavam de contentamento,
Dava gosto ouvir seu pregão, cheio de sentimento:–
–“ Senhor! Senhor um raminho, prás suas vedetas”…

Figura típica aquela gaiata, tão ladina,
Dava gosto vê-la correr prós carros à esquina,
–“ Madame! violetas pró seu lindo toucado?”…

Hoje lembro esses ruidosos pregões românticos,
Mas tudo acabou, miúda, violetas e seus cânticos,
Só perduram por nos amantes do velho Chiado!

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POETA GALANTEADOR

DIA DE CAMÕES

CAMÕES GALANTEADOR
(1)
Quando escrevo sobre um poeta nomeado,
Recordo a escola e a minha “mestra” D. Glória—
—“Hoje quero uma redacção da nossa história
Escrevam sobre um poeta de vosso agrado…?!”

Por acaso eu tinha lido n’um almanaque
Um artiguelho sobre Camões:–“O AMOR É FOGO…”
Fiz uma redacção que de MUITO BOM, sem rogo
Que fiquei entre todos da turma em destaque!

Já homem, fui à biblioteca Nacional,
Saber mais. Li o LUSIADAS daquele vate imortal,
E, assim fiquei desde a primária fã de Camões!

Galã! Jovial! Elegante! Aventureiro!
Adulador na côrte, no tempo foi o primeiro…
Pra publicar o livro sem posses teve aflições!
(2)
Quem queira ler o LUSIADAS tem que ter cultura,
Camões, empregou metáforas da mitologia,
Hebe! Erato! Báratro! Érebo, em alegoria,
Que é preciso saber toda nomenclatura!

Suas variações e inversões, têm sabedoria,
No seu tempo os silogismos foram…”tortura”,
Nos Cantos podem-se ler Deuses com fartura,
Porém, tudo é assim mesmo nem poesia.

Reza a lenda que Camões:– (Não se sabe a verdade…)
Se andou ou não em Coimbra na Universidade,
Todos seus sonetos são, sem dúvida, obras-primas!

Leiam: Pede o desejo, dama que vos veja…”
Ou este–“Senhora minha se de pura inveja…”
E, muitos mais da amorosa colectânea de RIMAS!
Nelson Fontes Carvalho
== Nelfoncar ==
AMORA == Belverde
PORTUGAL

A AVAREZA DO MEU TIO…

Ao morrer, o avarento alimentará os mesmos vermes,
que irão consumir aquele miserável que ele enxotou, quando
lhe pediu comida. Porem, estes vermes, mais sábios,
não o descriminará, como alimento.
Ivan Teorilang

A avareza e a ambição mostram-se mais
descontentes do que não têm, do que
satisfeitas com o que possuem.
François Fénelon

A avareza é um nó corredio que aperta cada dia
mais o coração e acaba por sufocar a razão.

Honoré de Balzac

Tive um tio, bom homem, mas caiu na parvoíce,
De toda vida a trabalhar, poupar, era só sua ideia,
Viu passar os anos, só pra ver a arca cheia,
Que nem deu pelo que fez, chegou à velhice!

Foi desmedida sua ganância e somitice,
Avareza que se guiava em casa co’a candeia,
Seu pão, não era de milho bom, mas sim, d’aveia…
Vá ao doutor?… “ Não tenho tempo, vejam a tolice!

Um dia chegou a hora de prestar contas a Deus,
Que mesmo assim, avaro, com tinos judeus,
Suas últimas palavras… gravei este extracto…

Sei que vou morrer, quero enterro sem brilho,
O modesto possível,… olha, ouve, meu filho,
Campa rasa, caixão de pinho, e do mais barato!

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A DEUSA DA PRAÇA

A DEUSA DA PRAÇA

Ditoso, tudo d’amor vibra satisfeito,
Embora seja só um minuto passageiro,
Quando ela passa, tão bela, meu peito
Agita-se, parece um febril formigueiro!

Há desejos, que revelo si, com efeito
Não sei o que sinto, chama ou braseiro,
Se lhe falasse desta paixão com respeito
Quem sabe se m’ouvia como cavalheiro!

Falo? Não falo? Indecisão, sinto tremenda,
As mulheres adoram os audazes, diz a lenda,
Meu Deus, com esta dúvida já chorei e choro…

Uma Deusa assim, com tão formoso porte,
Será que vale a pena tentar minha sorte,
Ou apanho um tabefe, ou aceita namoro…?

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