Bosque dos Ipês
Ao longe, uma visão colore meu dia,
Um bosque altivo de ipês amarelos,
Na estrada de minha breve existência,
Mina das emoções embrutecidas.
Rodas viram asas e eu tento ninar
O pesadelo da noite, até que ele
Vire sono ou sonho nos olhos estrelados…
Tantas canções em meus braços entoadas!
Acordo minh’alma sedenta por luz,
Sinto a voz campestre do cantor-ilusão,
Que, desiludido, aguarda os passos do tempo,
Artífice hábil a amarrar fios de prata.
Quando pouso em campo aberto,
Sem receio, escrevo como quem foge.
Fujo como quem escreve,
nestaUnião de parceiros comprometidos.
Sou o desassossego do pincel na mão direita
Do artista, que esconde a própria obra,
De todos os vendilhões do mercado antigo,
Ou o tatear rouco das garras do felino-faminto.
Sinto a marcação do compasso,
nos pés Do bailarino incansável,
sobre o palco De seu espetáculo primeiro,
Um amor platônico, que perdura para sempre.
Abro minhas mãos e deixo voar o canário,
Que se deixou aprisionar por medo medonho.
Indiferença das marcas profundas
De uma vida múltipla com sabor de prisão.
Ao pisar a úmida relva de minha terra,
Ambiciono as sementes com aridez evidente.
Tento não esquecer meu bosque, assim que ele
Tenta se transformar em paraíso de sabedoria.
Sobre Conceição Giacomini
Minhas informações biográficas se resumem num poema:
Auto-retrato
Conceição A . Giacomini Soares
Sou sete mulheres em mim.
Sete personagens de um ser.
Sete vezes quis me perdoar,
Percebi que o perdão era ilusão.
Minha rosa interior, voz espiritual,
Levanta bandeira, pede passagem.
Quer me orientar, nas lições da vida,
Porém, às vezes, endureço meu coração.
A costureira ,que une figurinos,
Economiza paixões, entorpece tons.
Emaranha-se nas linhas do caminho,
Nada a faz desistir das curvas de risco.
A amante sonhadora, imagina distante,
Representa no palco da existência.
Um sabor de torta de maçã nos lábios,
Uma fragrância de sândalo, debaixo dos lençóis.
A adolescente com jeito de revolta,
Sente-se só no mundo, que não a aceita.
Só, na multidão de personalidades distintas.
Dança ao som das vozes do coral italiano.
Uma jovem amena, um futuro marcado.
Tudo faz no alcance do sol, seu destino.
Baila até para as estrelas, e as emociona.
Age, atreve-se, entusiasma-se, evolui.
A executiva solitária, caminha pelos corredores.
Executa as leis da sobrevivência abastada.
Ganha aplausos, torcedores, conquistadores.
Porém, ninguém a conhece, nem a compreende.
Minha realidade me acorda, me atravessa.
Sou o que sou neste chão. Professora, mãe.
Tentativa de escritora, que insiste em vão.
Subvive através de antigas lembranças.
Sou uma equipe de responsabilidades.
Algo em comum: a mesma habitação.
Este invólucro carnal me limita.
E então rebelo-me, e multiplico-me.
Nesta multiplicidade, sinto-me inteira,
Sem divisão, nem subtração.
Assim, eu prossigo por esta estrada.
Todas são os caracteres do meu texto.
Este texto, sem previsão de se concluir.
Na verdade, não concluirei tão cedo.
Aqui, inseri apenas meu nascimento,
E agora, esta expansão, que me alucina.
Expandem feito fragmentos de estrelas,
Que ainda não morreram, nem caíram.
Ou talvez, os desejos de um deus pequeno
Aquele deus amanhecido em mim mesma.
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Sim. Tudo é muito simples como olhar os ipês em toda sua magnitude e simplicidade.
Iremos chegar a um denominador, se não comum, ao que equilibrará nosso relacionamento.
Bj, e se não doesse quando penso em ficar sem você, eu não te amaria mais, concorda?
Sim. Tudo é muito simples como olhar os ipês em toda sua magnitude e simplicidade.
Iremos chegar a um denominador, se não comum, ao que equilibrará nosso relacionamento.
Bj, e se não doesse quando penso em ficar sem você, eu não te amaria mais, concorda?
Meu nome é leandra,
tenho 10 anos e adoro poesias.Éssa poesia é linda e encantadora enquanto leio imagino a paz que aquele lugar transmitia e me imagino lá com os ipês e sinto uma sensação revigorante,mesmo sendo ima imagem platônica nos passa uma calma com suas palavras magestosas e suas sensações belas.
Urussanga-SC,30 de maio de 2010