Pai

Pai

Papai era um simples operário.
Um homem do povo, cidadão comum.
Tinha tantos sonhos, como qualquer um
Mas pouco expunha seu imaginário.

Em sua busca por trabalho vário,
Nunca recusava serviço nenhum.
Fazia de apenas suor seu salário,
Mas nada faltou-nos em momento algum.

E quando à noitinha, mesmo extenuado,
Ele me acolhia ali bem do seu lado,
E contava uns casos de assombração.

Depois me envolvia em doces carinhos
E eu sentia até leves arranhõezinhos,
…Tantos eram os calos que lhe tinham as mãos…

Jenario de Fátima

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Uma resposta a Pai

  1. Mírian Warttusch disse:

    Mon Chérie, que ternura tinhas por teu Pai,
    e pareces mesmo teres te transportado ao
    passado nestes singelos versos, mas que
    evidenciaram um grandioso soneto, como
    todos que tu fazes e eu adoro!

    Grande beijo querido!

    É uma honra ser tua parceira de sonetos.

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