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Vosuncê tá apaixonado?
Di verdade? Sem mintira?
Mai eu acho esse amô,
Muito próprio do caipira.
Sofre, geme, então suspira,
Pôe a mão no coração
E fica oiando pro céu
Nem cumê num que mais não.
Pra isso eu tenho remédio
Segue tudo que eu dissé.
Home se desapaixona
Logo esquece da muié.
Receita que me ensinaro,
Uma mandinga de vela
Duas vremeia, uma preta,
No rabo do burro atrela.
Acende junto, um mortero
Senta na frente do jegue
Quando a coisa se istorá,
Nem pro lado ocê se arrede.
O burro vai dispará,
Passá por cima docê…
Ai, que dô, cê vai sinti!
Coisa triste di si vê.
Adespois, vem mi contá,
Se ainda chora de amô…
Das pisada desse chegue
é que agora ocê chorô.
Viu? Num disse que isquecia
Da muié que ti deixô?
Maió que essa dô de corno,
Foi o burro que te pisô..
*** MÍRIAN WARTTUSCH ***

Mírian, mai ocê tá escreveno bem pra daná, sô!!!
“Foi o burro que te pisô,
Pois cê quis nele batê,
Foi bem feito, sim sinhô,
Pra vassuncê aprendê.”
bjokas caipiracicabanas….kkkkk
Narciso de Oliveira
Oi, Mirian, o seu PRA SI ISQUECÊ é muito lindo. Adoro texto nessa linguagem. Você é mestra nela.
FIQUEI CUM DÓ DA MUIÉ.
Eu me puis chorá sodade,
na bera duma tapera;
respondeu um terrãozinho;
—do amor o que espera?
Minina quano morrê,
cubra essa cara cum fita;
num quero que a Terra coma
essa carinha bunita.
Zóio pardo, zóio azur,
Zóio preto soberano!
Essas treis casta de zóio
que me fais andá penano.
Zóio azu é enganadô,
zóio pardo é cavortêro,
zóio preto matadô,
i o vermêio fiticêro,
Num cuviço o seu cabelo,
nem brinco de sua orêia;
cuviço seus lindo zóio
debaxo da sombrancêia.
Homenagem a Cornélio Pires
Cornélio Pires, grande e espetacular autor
brasileiro. Coisas que nos enchem de orgulho!
Grata por lembrá-lo em minha página, Gentil!
Te adoro!
Mírian
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