Despertar em Guernica

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Guernica, Pablo, me despertou
Aos treze anos o horror da lida
Da guerra inútil. O clamor da vida,
Pasmada face me revelou:

No colo mater, o filho morto,
Antipresépio da estupidez
A luz estéril, o mar, sem porto,
De violência e insensatez

A boquiaberta cara do incréu
O rijo braço elevado ao céu
A bomba alada que estourou

Minha cabeça de adolescente
E os sonhos puros de um inocente.
Guernica, Pablo, me deflorou.

José Magno

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Sobre José Magno

José Magno, poeta
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Uma resposta a Despertar em Guernica

  1. Mírian Warttusch disse:

    Forte, muito forte, Magno!

    Traduz a tua própria fortaleza interior

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