QUI HORA É ESSA?

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O matuto está sempre presente, quando
idealizamos um verso que nos mostre o
sertão, suas coisas maravilhosas, seu
perdoável e errado linguajarf que tanto
nos faz sentir nossa brasilidade.
Mazzaropi estreou em nossas vidas
de uma forma marcante e elucidativa,
para se imortalizar; e jamais poderemos
falar sobre as coisas mais brasileiras
que possuímos, sem recordar deste
ícone que se perpetuou, ao mesmo
tempo, de forma fantástica e simples!
 

QUI HORA É ESSA?

Vancê me diz que é hora de cumê?
Mai quem disse procê que eu tô cum fome?
Eu tô com uma dô, danada, de barriga,
Doi demais, a mardita que num some…

Inté pensei de bebê, pra me esquecê
De mandá vê uma dose de cachaça…
Mai essa dô danada, de barriga
Num me dexa bebê, mai que desgraça!

Drumi intão, quem que consegue?
Remexe e vira na cama, ai ai, que dô…
O que carece é se ficá acordado…
Vô pô o dedo na guela, vumitá eu vô…

Muié, num se assanha,sai prá lá!
Me perdoa, Nha Zefa, pro favô
Di eu num querê agora lhe abraçá,
E neim tê vontade de fazê amô.

Trabaiá, intonce, neim pensá…
Me dá mais dô, maí qui desgraça,
E inté despois de tudo vumitá,
Eu até acho que sujei as carça.

Tudo mundo eu sei, que vai sabê
No Orkut as notícia voa e corre…
Agora… si eu ti pidi num i-meius,
Será que ocê vem e me socorre?

Vanceis num deve nisso arrepará…
Pruque a Internet tá prá lá de lerda
E o Caipira que é demais de besta,
Num intendê nada e só faiz merda!

*** MÍRIAN WARTTUSCH ***

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5 respostas a QUI HORA É ESSA?

  1. gentil disse:

    O Mazzaropi foi a singeleza humanizada.O modo que ele cantava nos encantava.Eu era fã absoluta dele.Gentil

  2. Mírian Warttusch disse:

    Gentil, minha querida,
    partilhamos bem dessa paixão por esse
    caboclo desajeitado e simples.
    O eternamente nosso “Mazzaropi”!

    Amo você, minhaquerida amiga!

  3. gentil disse:

    Mirian,você já ouviu algo sobre Cornélio Pires?
    A literatura dele acho que é de cordel…
    Tenho dele uma Enciclopédia de Anedotas e Curiosidades.É fantático…É dele este:
    Um Elogio…
    Sempre gentil e hospitaleiro o roceiro,na sua
    simplicidade,chega a nos ofender sem a menor intenção.
    Visitando um “sítio”,no município de Socorro,
    modesto e bondoso Coronel Alonso foi otimamente acolhido.Um quarto de hora de palestra bastou para que o caipira já o considerasse pessoa de casa,dando-lhe a maior
    prova de confiança,convidando a sair pela porta da cozinha afim de visitar o pomarzinho.
    Ao voltar,vendo sobre o fogão uma cafeteirinha de bico fino ao lado de uma tijelinha
    de louça azul,”louça pombinho”, e sabendo que o caipira não gosta de “cerimonia”, o Coronel,pegando a tijelinha,serviu-se sencerimoniosamente de café.
    Entusiasmado ante esse gesto,o caipira bradou:
    —Se vancê já tinha tomado conta de mim,agora tomô conta da famiage intêra!—Gosto
    de um moço que-nem vancê! Um moço assim é que eu apercio!—Um moço sem carate…

  4. Mírian Warttusch disse:

    Que bom lembrares de Cornélio Pires em minha página, Gentil.

    Há tempos nada lia sobre ele.

    Que doce lembrança, minha amiga!

  5. Oriza disse:

    Gentil, que tal reservarmos um espaço para publicar as preciosidades de Cornélio Pires?
    Podes usar teu login e publicar.
    Beijos!

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