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Oriza,esta é do Cornélio Pires:
Eu num quéro majs amá,
o amor que tem seu dono;
o dono deita a durmi
i o ladrão perdeno o sono.
O parpite dá corage,
nem que seje bem medroso;
pôco a pôco vae chegamo
pros lugare pirigoso.
Meu amor é dilicado
inté no deitá na cama:
quano ela dorme suspira,
quano suspira me chama.
Quano vóis me dispidi,
num me dispida chorano;
que um adeus de madrugada
dêxa um corpo brandeano.
Minina, si tu fô minha
arreparae como andais,
que o amor é como vidro:
quebrano, num sorda mais.
Vô aprendê falà intaliano,
pra i na colonia visinha:
eu gosto da intalianada
só prá-morde a intalianinha.
Não tenho dó de quem morre,
de quem ama eu tenho dó;
quem ama véve penano,
que morre pena u´a só.
Gentil,
Cornélio Pires era demais, né?
Grande folclorista!
Beijos!