Hoje amanheci em chuva…
Acordei em pedaços,
C’alma em dores,
Sem almejar espaços…
E transcorri em fios as horas,
Sem encontrar abrigos,
Nem discernir amigos,
Que me fizesse afagos…
Vem a noite, o dia vai…
E o anseio de findar meus ais…
Desmaiar de beijos,
Adormecer em desejos…
Um chamego, um apreço,
Qualquer coisa ao fim do dia,
Que afugente a nostalgia,
Do solitário corpo…
Ah, quem dera… nada muda!
Enquanto a vida impede
Meu coração de sorrir…
Derramo a dor do peito,
Ajeito o cabelo desfeito,
Limpo as cinzas do cinzeiro,
Vou me arrumar… e sair!