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Impassível diante de tal desencontro,
Relevo, em vão, meu buscar incerto…
Nenhum eco em meu mundo habita,
Por estar embevecida no silêncio
Da madrugada… fria e insolente!
Gosto de ouvir meu coração latente…
E elevar em ritos minha mente…
Pensamentos assim prisioneiros
De um velado sentir me embriagando
Pra fazer jorrar os sentimentos!
E quão preciosos esses momentos!
Preciso ficar… num grito calado,
Como se ninguém mais em mim morasse…
E procurar, no vibrar das palavras…
Um pós-tormento… imperceptível!
E, varando nesta noite concebível…
Visualizando lua em céu cinzento…
Brincando de contar estrelas cintilantes,
Sorvendo um gosto de perfume raro
Que me inebria o corpo e me acalma…
E resvala por tanto e tanto… minh’alma…
O que brota como fantasmas em minha noite,
Onde espaço demais repele meu sono!
Seguramente, me benzo em imaginação,
Enquanto, insônia beija meu coração…