A Bruxa (de Marilia Boneca de Pano)

A Bruxa 

Para alcançar meu intento, na ocasião propícia,
resolví lançar-me ao vento… sem pressa e sem malícia,
calcei os sapatos altos, que têm fivela dourada,
vestí-me, sem sobressaltos,com minha capa encantada.

Juntei meus trapos sem luxo, coloquei-os em uma trouxa,
peguei uns ramos de buxo, amarrei em feixe frouxo…
Saltei da porta, por cima de um vaso de alabastro
que tinha trazido há anos, com um bruxo no meu rastro.

Pulei na vassoura velha, poeirenta e semi gasta,
lembrei de trancar a porta, porque o dia já se afasta…
Joguei-me na imensidão, escondida no capuz!

A risada que eu soltava, até parecia um grito…
O ar que me rodeava, me machucava ao atrito.
E voei a noite toda… até que voltasse a luz!

(Marilia Duarte Gonçalves de Arruda)

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Uma resposta a A Bruxa (de Marilia Boneca de Pano)

  1. Janete disse:

    Quem mais pra escrever uma coisa tão perfeita? Parabéns e bjusssssssss

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