Quero agora
cantar amores,
chorar saudades,
beijar o vento,
abraçar o sol,
suspirar à aurora.
Chorar
não consigo.
Cantar
não posso.
Sou rio
sem vida,
sem margem florida,
sem brisa da tarde,
sem clarão da lua,
sem arrebol.
Sou alma perdida,
imagem nua
a vagar sem rumo
na noite escura.
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Sobre Celina Figueiredo
Nascida em Itabira, no dia 06 de setembro de l929. Formada em Letras, professora de Língua e Literartura(aposentada). Viúva,tenho cinco filhos, oito netos e quatro bisnetos. Desenho e escrevo para me distrair e ainda procuro passar a Palavra de Jesus para os pequenos da catequese.
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