Um violino…
Uma flauta…
Vagos sons e arpejos,
música difusa,
música da alma,
vibração interior
a reviver saudade,
a retornar o tempo:
Menina atenta,
deslumbrada,
sonha,
dança,
soluça e ri…
Afinada orquestra
para a vida
me desperta.
Não danço mais
da “Viúva Alegre”
a valsa,
nem lamento o “Cuore Ingrato”.
Bem distante o “Trovador”
me entoa o “Miserere”.
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