Morre a tarde,
silenciosa e quente…
Na mesa, castiçais
a reluzir cristais
aos raios multicores
do sol poente.
À minha frente,
centenário relógio,
no seu tic-tac sonolento,
relembra o passado.
Esquece-me o presente…
Vôo no espaço ausente…
Quantos, ora sem vida,
já te deram vida!
Tantos te contemplaram
elegante e belo,
na parede da velha casa!
Quantos irão te ver ainda
a marcar, solitário e indiferente,
a implacável, infinda,
passagem do tempo!…
—————————————————
Excelente poema. Bela construção poética, permitindo maravilhosa formação de imagens. O tempo é mesmo um dos maiores temas da literatura. Voltarei depois para ler mais. Um abraço!
Obrigada, André, pela gentileza de seus elogios. Senti-me bastante envaidecida, pois às vezes fico indecisa quanto ao valor do que escrevo. Hoje mesmo, antes de colocar o poema no “Cultura Livre”,pedi ao meu filho que o lesse.Abraços,
Celina