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O RIO TIETÊ PEDE SOCORRO
por Antonio Cícero da Silva | fevereiro 28, 2008
Antonio Cícero da Silva
Sou um rio tão rico,
Mas também tão pobre…
Por piedade suplico
Façam-me um nobre.
Antes estava tudo bem,
Mas o progresso chegou.
Não fiz mal a ninguém,
Mas a cidade me machucou.
Onde estão os poderosos?
Apenas ouço falar.
Parecem-me piedosos,
Mas quando irão me limpar?
Entra ano e sai ano
A continuo a esperar
Por todo o povo eu clamo
Que não querem colaborar.
Não esqueço do meu passado.
Onde estão os meus peixes?
Não sou mais verdadeiro
Sou um rio que padece.
Nas duas pontas sou lindo
Por que no meio não?
Preciso ser limpo
Peço portanto, muita atenção.
Quero águas cristalinas ,
Cheias de borras não
Em mim você jamais imagina…
Encha de fezes a sua casa, eu não.
Poema publicado no livro: ANTOLOGIA SCORTECCI DE POESIAS, CONTOS E CRÔNICAS ”UMA HISTÓRIA NO SEU TEMPO” (Scortecci Editora) 2007
Topics: - POESIA | 2 Comentários »


fevereiro 29th, 2008 at 3:04 pm
Lindo, atual, verdadeiro e pungente o seu texto.
É uma súplica e um grito desesperado do Rio Tiete que pede socorro. Límpido e transparente em sua nascente, agredido, poluido e quase morto 100 Km à frente, pede clemência.
Tive o privilégio de ter nascido nas proximidades da nascente desse rio – jenuinamente paulista , e em suas águas límpidas e transparentes, muitas vezes nadei e pesquei com meus amigos.
Unindo-me ao desespero desse rio que me enche de orgulho, peço a Deus que ilumine as mentes de todos aqueles moram em São Paulo e, principalmente, daqueles que administram essa grandiosa capital de São Paulo.
outubro 21st, 2009 at 8:43 am
Eu amei sua poesia
muito linda eu copiei e colei pra fazem um trabalho pq ela foi a melhor poesia eu
lii
parabens
isabella