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Horas de Saudade (Castro Alves)
por Oriza Martins | outubro 18, 2008
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Poema de Amor
Horas de
Saudade
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| Tudo vem me lembrar que tu fugiste, Tudo que me rodeia de ti fala. Inda a almofada, em que pousaste a fronte O teu perfume predileto exala. No piano saudoso, à tua espera, Dormem sono de morte as harmonias. E a valsa entreaberta mostra a frase A doce frase qu’inda há pouco lias.As horas passam longas, sonolentas… Desce a tarde no carro vaporoso… D’Ave-Maria o sino, que soluça, É por ti que soluça mais queixoso.E não vens te sentar perto, bem perto Nem derramas ao vento da tardinha, A caçoula de notas rutilantes Que tua alma entornava sobre a minha.E, quando uma tristeza irresistível Mais fundo cava-me um abismo n’alma, Como a harpa de Davi teu riso santo Meu acerbo sofrer já não acalma. É que tudo me lembra que fugiste. No ramo curvo o ninho abandonado Por onde trilhas — um perfume expande-se E teu rastro de amor guarda minh’alma, |
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