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Saudade (Casimiro de Abreu)

por culturalivre.net | outubro 24, 2008

Nas horas mortas da noite
Como é doce o meditar
Quando as estrelas cintilam
Nas ondas quietas do mar;
Quando a lua majestosa
Surgindo linda e formosa,
Como donzela vaidosa
Nas águas se vai mirar!

Nessas horas de silêncio
De tristezas e de amor,
Eu gosto de ouvir ao longe,
Cheio de mágoa e de dor,
O sino do campanário
Que fala tão solitário
Com esse som mortuário
Que nos enche de pavor.

Então — Proscrito e sozinho —
Eu solto aos ecos da serra
Suspiros dessa saudade
Que no meu peito se encerra
Esses prantos de amargores
São prantos cheios de dores:
— Saudades — Dos meus amores
— Saudades — Da minha terra!

Casimiro de Abreu

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Topics: - POESIA, Saudade |

1 Resposta to “Saudade (Casimiro de Abreu)”

  1. charlene Says:
    outubro 31st, 2008 at 8:06 pm

    oi amiga

Comments