Ocaso de Paixões

Ocaso de paixões…

ocaso


Eu tive uma existência
De casos fatais…
Sorri, cantei, dancei,
fiz amor na relva…
Em insanos êxtases
Me  evaporei,
Disputei amores
Qual fera na selva…

Vivi cada dia
Como o derradeiro,
Pisei corações,
Fui inconseqüente…
E nessa frenética
E louca jornada
Distribuí prazeres…
Generosamente…

Noitadas infindas
Me alucinavam,
Variadas gamas
De felicidade…
Momentos incríveis
Que eu – só – agora,
Busco vislumbrar
Nas luzes da saudade…

Arrependimentos?…
São muitos e poucos,
Delícias gozei,
chorei e sofri…
Leal, infiel,
amei, desamei,
Mas me arrependo mesmo
do que não vivi…

De cabelos brancos,
Vejo nas lembranças,
Que as paixões,
Embora cheguem ao ocaso,
Deixam na memória
O sutil aroma
De cada instante…
Cada intenso caso…

Se esgotei meu ser
Neste picadeiro
Que é a própria vida
- circo de ilusões -,
Neste meu outono,
A solidão compenso
Com a companhia
Das recordações…

Oriza Martins

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2 respostas a Ocaso de Paixões

  1. Celina Figueiredo disse:

    Oriza, divina poesia. A saudade deixa na alma o doce perfume de amores passados. Beijos de Celina

  2. karoline disse:

    passam dias;
    passam horas;
    passam anos;
    e eu aqui te esperando
    você chegar!

    para me animar ;
    para me tirar da solidão
    com vc meu mundo volta a girar
    com vc só meu mundo pode mudar!!!!
    ty amuh jonathan rodrigues de moraes

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