Contemplo o mundo,
Olho a vida que passa diante de mim:
A brisa a balançar a rama das palmeiras,
o carro apressado,
o velho com seu triciclo gritando
“amolador de facas!…”
No jardim pássaros em sinfonia
anunciam não sei quê…
Esqueço o mudo…
Mergulho no oceano profundo
de meu ser.
Procuro algo.
Mas o que procuro
Não sei.
Talvez a música esquecida no tempo,
talvez o amor desconhecido,
escondido nos sonhos
da Primavera.
Das ondas do cosmo
acordes de um tango
me fazem dançar.
Danço, danço a dança da vida,
danço até que a campainha
me traga de volta
para o aqui,
para o agora.