QUANDO A POESIA CHORA

A poesia chora…
Quando a cena é a mão que apedreja
e a palavra machuca o coração,
terra sem escape…
Jardim onde a flor fenece
junto ao tempo que passa indiferente
e deixa pra trás uma saudade latente!

A poesia chora…
Quando os ouvidos se fazem surdos
ante aos gritos da natureza ensanguentada
que caminha destroçada rumo à morte
e poucos se curvam frente seu infortúnio
e sua sombra se move sobre o futuro,
catástrofes que destroem o porto seguro.

A poesia chora…
Quando ninguém ama ninguém
num mundo onde o egoísmo é rei
e a vaidade apaga a luz que brilha
sem pausas, sem lanternas, sem faíscas, sem velas…
Erva daninha brotada do veio da seca terra,
lâmina afiada que sobre todos se enterra.

A poesia chora…
E já nem molha o papel!
Máquinas, engrenagens, computadores
robotizam os endurecidos corações
e a terra qual fria e impermeável pedra
povoada por semideuses de aço,
sentimento implodido, pedaços de amor no espaço!

E em cada lâmina que fere a vida,
a poesia já nem chora…
A poesia afoga-se em lágrimas
e morre de dor!

Carmen Vervloet

Be Sociable, Share!

Sobre Carmen Vervloet

Currículo Resumido: Carmen Vervloet, nascida em Santa Teresa, ES, residente em Vitória ES; Professora, Poeta e Empresária; livro (mídia impressa) lançamento na Bienal de São Paulo, agosto de 2012; vários poemas/principais jornais de Vitória, Capital, desde 1957/A GAZETA (afiliado à REDE GLOBO), o DIÁRIO, JORNAL DA CIDADE, bem como Sites internet. Sessões literárias, CD em fase de finalização/ com músicas de Jorge Saadi e poesias desta poetisa, poesias publicadas nas Antologias Dellicatta III, Poemas à Flor da Pele, Coletânea dos 44 melhores Poemas de 2008, da Abraci Cultural, Universo Paulistano da Andross Editora, Poemas à Flor da Idade (Publicação Infanto Juvenil) dentre outras.
Esta entrada foi publicada em - POESIA, - REFLEXÕES, Reflexão, Fraternidade, Geral, Saudade, Tristeza, Vida. Adicione o link permanente aos seus favoritos.

2 respostas a QUANDO A POESIA CHORA

  1. Celina Figueiredo disse:

    Carmen, ando com saudades de ler seus belos poemas. Num mundo cheio de injustiça e misérias, só resta mesmo à poesia chorar e depois morrer. Beijos de Celina

  2. Stela disse:

    Nesse mundo de maquinas,robos falantes,cadê a poesia?ela chora…impludindo sentimentos,ferindo e aos poucos desaparecento e morre….
    Adorei.Bjs no seu coração.Quem sabe se todos se beijassem, a poesia sobreviveria!!!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>