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Arquivo do Autor: Jessé Barbosa de Oliveira
A GRAVIDADE EM COMA
Preciso despressurizar a mente em pânico: Fazê-la viajar sem medo Pelos mares-veraneio do remanso benfazejo, tônico, atlântico! Preciso despressurizar a mente em pânico: Exorcizar os fantasmas nefandos, Absorvendo as verdades quais me acossam E seus longevos danos. Preciso despressurizar … Continue lendo
AQUARELAS DE MIM
Erijo monólitos de mim quando escrevo Erijo exílios em mim quando escrevo Erijo céticas catedrais de paz em mim quando escrevo Erijo no chão de cimento da minha verve Girassóis do mágico vento quando escrevo. Faço do silêncio interno … Continue lendo
POESIA AO ACASO
Contemplo o sol. Canto ao vento. Sinto — agindo sobre mim — O galopar do tempo. Cheiro a sal do mar. Sou testamento. Por horas a fio, Sentado no chão do silêncio, Confabulo com meus pensamentos. Na pista da … Continue lendo
ODE AO ITABIRANO CARLOS
Poetar mineiramente
Poetar com a simplicidade eloquente
Poetar de pensamento solto
Poetar parindo a ROSA DO POVO.
VIAGEM AO CENTRO DO MEU CORAÇÃO
Sim, infelizmente,
Foi no momento adverso
Que os meus lábios de epicédio
Abriram o gás do verbo.
Á MARGEM DA EQUAÇÃO DA ALEGRIA
Aí, então,
Eu me readapto
E me rearranjo,
Esperando que um dia talvez
A nossa consciência
Reduza a pó
O cárcere-verdugo
Da sua Fogueira-Soprano,
Tornando-se — enfim —
O eterno, libérrimo, belo,
Etéreo e soberano
Pégasus-Oceano!
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O TOM MAIOR DO DIVAGAR
Entretanto, para não deixar esta aventura
Ao bel-prazer de uma página em branco,
Procuro a flor da catarse,
Que germina e desabrocha
Como um poema prolixo, insano:
Facunda topografia do absurdo humano!
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