Te amo
sábado, novembro 8th, 2008Te amo
Jenario de Fátima
Eu te amo,com a força dos temporais.
Com a fúria incontrolavel dos vulcões.
Com a energia acumulada nos trovões
Desde longos tempos imemoriais.
Eu te amo, com a leveza dos cristais.
Com a textura das rosas em seus botões.
Com as notas delicadas das canções.
Com as cores de mil roupas nos varais.
Eu te [...]
Últimos Dias
sábado, maio 24th, 2008Últimos dias
Uma casinha branca ao pé da serra.
Onde o poente enegrece mais cedo.
Um sabiá cantando no arvoredo
E um bezerrinho que distante berra.
E quando o dia a pálpebra descerra
E a lua vem bater nos lajedos
Possa eu sentir pelas pontas dos dedos
Toda energia que emana da terra.
Num canto assim quero findar meus dias.
Tirar da terra meu próprio [...]
Retrato Falado
quarta-feira, abril 16th, 2008Retrato falado
Jenario de Fátima
Na procura do meu “eu”
Faço um retrato falado.
Que depois de terminado
Sinto que algo não bateu.
Sinto que algo se perdeu
Sinto que algo deu errado
Este ar atarrancado
Não creio que seja meu.
Ponto a ponto…traço a traço
Faço…defaço…refaço…
Mas surge a mesma expressão.
Cansado percebo enfim
Que tudo que sei de mim
…É só uma [...]
Tanto Amor
quarta-feira, março 26th, 2008Tanto amor
Jenario de Fátima
Porque te agitas coração magoado?
E te estremeces assim deste jeito?…
Onde é que cabe tanto amor guardado
Neste tão frágil pequenino peito?
Porque te bates tão desesperado
Se pouco ou nada mais pode ser feito?
Se quem tu sonhas tanto do seu lado,
Já nem mais sabes quem és tu direito?
Oh! Coraçãozinho insensato e tolo,
Entregue ao tempo o [...]
Um Pé de Salsa
domingo, março 16th, 2008ჱﻶﻉﻶჱჱﻶﻉﻶჱჱﻶﻉﻶჱჱﻶﻉﻶჱﻶﻉﻶჱﻶﻉﻶჱﻶﻉﻶჱჱჱჱ
Um Pé de Salsa
Quando era criança, em meu quintal havia
Um pé de salsa, de um talo bem grosso.
Que teimosamente espalhava, crescia
Pelo caminho que ia da sala ao fosso.
Dele algumas vezes eu me servia,
Quando achava meio insipido, insosso
O prato simples que mamãe fazia
E entregava para o meu almoço.
As suas folhinhas eu esmiuçava
E um tom de verde [...]
Aconchego
segunda-feira, março 3rd, 2008
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Desejo
terça-feira, setembro 11th, 2007ჱﻶﻉﻶჱჱﻶﻉﻶჱჱﻶﻉﻶჱჱﻶﻉﻶჱჱﻶﻉﻶჱჱﻶﻉﻶჱჱﻶﻉﻶჱჱﻶﻉﻶჱჱﻶﻉﻶჱჱﻶﻉﻶჱ
Enviar para alguém…
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Só Quero
terça-feira, setembro 4th, 2007
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Só Quero
Não quero nada que pra mim não esteja
Tangível, palpável, bem ao meu alcance
Nada que me oprima, me exaure ou lance
Por um caminho que não sei qual seja.
Também não quero, que se alguém me veja
Por silhueta ou por vaga nuance
Eu possa parecer [...]
Doces bruxos
terça-feira, setembro 4th, 2007 -
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Doces bruxos
Por que os poetas constantemente,
Quando riscam seus versos e os escrevem.
Parece que saciam e se servem,
Da coisas que vão lá dentro da gente?
Tomam o interior da nossa mente
Sem que ninguém os vejam e observem
Escolhem aquilo que acham e devem
E vão contando tudo abertamente?
[...]
Fantasia
segunda-feira, setembro 3rd, 2007ჱﻶﻉﻶჱჱﻶﻉﻶჱჱﻶﻉﻶჱჱﻶﻉﻶჱჱﻶﻉﻶჱჱﻶﻉﻶჱჱﻶﻉﻶჱჱჱ
Um Poeta, quando fala às estrelas
Elas atenciosamente escutam.
Não questionam e jamais refutam
O que o poeta tem para dizê-las.
Conta, que o poeta pra entretê-las
Usa seu mais forte argumento,
Aqueles versos cujo encantamento
As lágrimas não há como contê-las.
Por isso, quando a noite envolve o mundo
E vemos numa fração de segundo
Luzes vindas do [...]
Amor em Estado Bruto
segunda-feira, agosto 20th, 2007ﻶﻉﻶﻉﻶჱﻶﻉﻶჱჱﻶﻉﻶჱჱﻶﻉﻶჱჱﻶﻉﻶჱჱﻶﻉﻶჱﻶﻉﻶჱﻶﻉﻶჱﻶﻉﻶჱﻶﻉﻶჱﻶﻉﻶ
Amor em Estado Bruto
Jenário de Fátima
O meu amor é algo complicado,
Pois é engenhoso, insubmisso, astuto.
É um segredo ainda não revelado
É um mistério vago, irresoluto.
O meu amor não fica emocionado,
Ao descompasso que do peito escuto
É um diamante ainda não lapidado
É feito a jóia, quando em estado bruto.
E este amor que tanto desconheço,
Que ora me eleva, [...]
Dores de Amor
domingo, agosto 19th, 2007
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Dores de amor é mal que não se evita,
Que não se corta, mal que não se doma.
Quando acontece, rouba, furta, toma
Toda alegria que num peito habita.
A partir dele tudo se conflita.
Tudo embolora, tudo perde o aroma.
Um mal que chega e ao primeiro sintoma
Um caos se desmorona n´alma aflita
Somente o tempo a este [...]

